Teorias, meu amigo, são cinza, mas verde é a eterna árvore da vida. «Fausto» de Goethe
quarta-feira, 25 de março de 2009
terça-feira, 24 de março de 2009
Extractos das elegias romanas

Aqui, nesta clássica terra, alegro-me. O mundo antigo e o
Moderno me falam com doces e claras palavras. Aqui sigo o
Preceito, e com a mão jovial folheando as obras muito antigas, experimento agora um
Prazer novo. Mas, pela noite, Amor me atrai a outros afazeres. Jamais serei completamente
Douto, em contrapartida me sinto duplamente feliz.
Aprender jamais, talvez, se olho os belos seios ou se modelo ligeiramente
Com a mão os seus flancos. Só naquele momento compreendo o mármore,
reflito, comparo e vejo com olhar que sente e sinto com mão que vê. Se minha amiga
me rouba mais de uma hora durante o dia, como troca, me concede depois as horas noturnas.
Nem sempre nos beijamos. Às vezes falamos seriamente. Depois, se ela adormece, perto dela
Medito. Entre os seus deliciosos braços muitas vezes eu compus mais do que um verso e
delicadamente sobre as suas costas com o dedo contei as partes do verso.
Ela respira apenas, no sono, e seu respirar me
Penetra até o fundo do meu coração. Entretanto,
Amor alimenta a chama e pensa no tempo em que costumava ter a mesma imcumbência
SCHILLER-1788-1795
Abraços
Mada
Ago. 22
«VISÃO»

«NEÓFITO, NÃO HÁ MORTE» ( CANCIONEIRO )

INICIAÇÃO
FERNANDO PESSOA
Não dormes sob os ciprestes,
Pois não há sono no mundo.
......
O corpo é a sombra das vestes
Que encobrem teu ser profundo.
Vem a noite, que é a morte
E a sombra acabou sem ser.
Vais na noite só recorte,
Igual a ti sem querer.
Mas na Estalagem do Assombro
Tiram-te os Anjos a capa.
Segues sem capa no ombro,
Com o pouco que te tapa.
Então Arcanjos da Estrada
Despem-te e deixam-te nu.
Não tens vestes, não tens nada:
Tens só teu corpo, que és tu.
Por fim, na funda caverna,
Os Deuses despem-te mais.
Teu corpo cessa, alma externa,
Mas vês que são teus iguais.
......
A sombra das tuas vestes
Ficou entre nós na Sorte.
Não estás morto, entre ciprestes.
......
Neófito, não há morte.
Fernando Pessoa
«AS REVELAÇÕES DA MORTE» - PRESENÇA DE LEÃO CHESTOV

segunda-feira, 16 de março de 2009
«BLACK AND WHITE NIGHT» - «ROY ORBISON & FRIENDS» ( 1983 )



AVIVA ( INTERNATIONAL )
BARBARA ORBISON ( PRODUCTIONS BO )
ORBISON ( RECORDS )
DVD
T. BONE BURNET
BRUCE SPRINGSTEEN
TOM WAITS
BONNIE RAITT
ELVIS COSTELLO
K. D. LANG
JACKSON BROWNE
JENNIFFER WARNES
JAMES BURTON
JOHN DAVID SOUTHER
STEVEN SOLES
GLEN HARDIN
JERRY SCEFF
RON TUTT
«BAND»
ALEX ACUNA - PERCUSSION
MIKE UTLEY - KEYBOARDS
PAVEL FARKAS - VIOLIN
PETER HATCH - VIOLA
EZRA KLIGER - VIOLIN
JIMBO ROSS - VIOLIN
SID PAGE - CONCERT MASTER
IX88260BSCD / A88262
O Rapaz da Camisola Verde - Frei Hermano da Câmara
Frei Hermano da Câmara
Composição: Pedro Homem de Mello
De mãos nos bolso e de olhar distante, Jeito de marinheiro ou de soldado, Era um rapaz de camisola verde, Negra madeixa ao vento, Boina maruja ao lado. Perguntei-lhe quem era e ele me disse “Sou do monte, Senhor, e um seu criado”. Pobre rapaz de camisola verde, Negra madeixa ao vento, Boina maruja ao lado. Negra madeixa ao vento, Boina maruja ao lado.Negra madeixa ao vento, Boina maruja ao lado.Porque me assaltam turvos pensamentos? Na minha frente estava um condenado. Vai-te, rapaz da camisola verde, Negra madeixa ao vento, Boina maruja ao lado. Ouvindo-me, quedou-se o bravo moço, Indiferente à raiva do meu brado, E ali ficou de camisola verde, Negra madeixa ao vento, Boina maruja ao lado. Negra madeixa ao vento, Boina maruja ao lado.Negra madeixa ao vento, Boina maruja ao lado.Soube depois ali que se perdera Esse que só eu pudera ter salvado. Ai do rapaz da camisola verde, Negra madeixa ao vento, Boina maruja ao lado. Ai do rapaz da camisola verde, Negra madeixa ao vento, Boina maruja ao lado. Negra madeixa ao vento, Boina maruja ao lado.Negra madeixa ao vento, Boina maruja ao lado.
