quarta-feira, 25 de março de 2009

VIVI


Єxisтє sємþrє ησ мµηđσ,
µмα þєssσα qµє єsþєrα α σµтrα.
Sєjα ησ мєiσ đє µм đєsєrтσ
σµ ησ мєiσ đαs grαηđєs ciđαđєs.

Є qµαηđσ єsтαs þєssσαs sє crµzαм,
є σs sєµs σlhσs sє єηcσηтrαм,
тσđσ σ þαssαđσ є тσđσ σ fµтµrσ
þєrđєм qµαlqµєr iмþσrтâηciα ...

Є só єxisтє αqµєlє мσмєηтσ,
є αqµєlα cєrтєzα iηcrívєl, đє qµє
тσđαs αs cσisαs, đєвαixσ đσ Sσl fσrαм
єscriтαs, þєlα мєsмα мãσ ...

Ą мãσ qµє đєsþєrтα σ αмσr !
Є qµє fєz µмα αlмα gêмєα
þαrα cαđα þєssσα.
Pσrqµє sєм isтσ, ηãσ hαvєriα
qµαlqµєr sєηтiđσ,
þαrα σs sσηhσs đα rαçα hµмαηα ...

-Pαµlσ Cσєlhσ-


FOTO

terça-feira, 24 de março de 2009

Extractos das elegias romanas



Extractos das elegias romanas 


Aqui, nesta clássica terra, alegro-me. O mundo antigo e o
Moderno me falam com doces e claras palavras. Aqui sigo o
Preceito, e com a mão jovial folheando as obras muito antigas, experimento agora um
Prazer novo. Mas, pela noite, Amor me atrai a outros afazeres. Jamais serei completamente
Douto, em contrapartida me sinto duplamente feliz.
Aprender jamais, talvez, se olho os belos seios ou se modelo ligeiramente
Com a mão os seus flancos. Só naquele momento compreendo o mármore,

reflito, comparo e vejo com olhar que sente e sinto com mão que vê. Se minha amiga
me rouba mais de uma hora durante o dia, como troca, me concede depois as horas noturnas.
Nem sempre nos beijamos. Às vezes falamos seriamente. Depois, se ela adormece, perto dela
Medito. Entre os seus deliciosos braços muitas vezes eu compus mais do que um verso e

 delicadamente sobre as suas costas com o dedo contei as partes do verso.

 Ela respira apenas, no sono, e seu respirar me
Penetra até o fundo do meu coração. Entretanto,

 Amor alimenta a chama e pensa no tempo em que costumava ter a mesma imcumbência

SCHILLER-1788-1795


Abraços

Mada

Ago. 22


 

«VISÃO»




VISÃO
 
 Há um país imenso mais real
 Do que a vida que o mundo mostra ter  ( , )
 Mais do que a Natureza natural  ( , )
 À verdade tremenda de viver.
                                 /
 Sob um céu uno e plácido e normal
 Onde nada se mostra haver ou ser
 Onde nem vento geme, nem fatal
 A ideia de uma nuvem se faz crer,
 
                                 /
 Jaz - uma terra não - não há um solo ( - )
 Mas estranha, gelando em desconsolo
 A alma que vê esse país sem véu,
 
                                  /
 Hirtamente silente nos espaços
 Uma floresta de escarnados braços
 Inutilmente erguidos para o céu.
 
5-3-1910                                VICENTE  GUEDES




 

«NEÓFITO, NÃO HÁ MORTE» ( CANCIONEIRO )




INICIAÇÃO

FERNANDO PESSOA

Não dormes sob os ciprestes,
Pois não há sono no mundo.

......

O corpo é a sombra das vestes
Que encobrem teu ser profundo.
Vem a noite, que é a morte
E a sombra acabou sem ser.
Vais na noite só recorte,
Igual a ti sem querer.

Mas na Estalagem do Assombro
Tiram-te os Anjos a capa.
Segues sem capa no ombro,
Com o pouco que te tapa.

Então Arcanjos da Estrada
Despem-te e deixam-te nu.
Não tens vestes, não tens nada:
Tens só teu corpo, que és tu.

Por fim, na funda caverna,
Os Deuses despem-te mais.
Teu corpo cessa, alma externa,
Mas vês que são teus iguais.

......

A sombra das tuas vestes
Ficou entre nós na Sorte.
Não estás morto, entre ciprestes.

......

Neófito, não há morte.

Fernando Pessoa



«AS REVELAÇÕES DA MORTE» - PRESENÇA DE LEÃO CHESTOV



«Quem sabe?»- diz Eurípedes-«Talvez a vida seja a morte, e a morte a vida»!

Estas palavras, Platão, em um dos seus diálogos, fá-las repetir a Sócrates, o mais sábio dos homens, o criador da teoria das ideias gerais e o primeiro a considerar a nitidez e a claridade dos nossos juízos como índice da sua verdade. Em Platão, quase sempre Sócrates repete ou glosa as palavras de Eurípedes. Ninguém sabe se a vida não é a morte, se a morte não será a vida. Desde a mais remota antiguidade que os mais sábios vivem nesta enigmática ignorância; só os homens vulgares bem sabem o que seja a vida, o que seja a morte.
Como é possível, como tem sido possível que os mais sábios hesitem num ponto que não oferece dificuldades aos vulgares espíritos?E por que estarão reservadas sempre aos mais sábios as mais terríveis e crueis dificuldades? Ora, que haverá mais terrível do que não saber se se está morto ou vivo? A «Justiça» exigiria que tal conhecimento-ou tal ignorância-fosse apanágio de todos os homens. Que digo: a justiça! É a própria lógica que o exige, por ser absurdo que a uns seja dado distinguir a vida e a morte, enquanto outros de tal conhecimento são privados; com efeito, aqueles que o possuem diferem completamente dos que não o possuem, e não temos o direito de, indistintamente, a todos considerarmos da espécie humana. Só é homem quem sabe o que sejam a vida e a morte. Quem não sabe, aquele que mesmo de quando em quando, mesmo por um instante, deixa de apreender o limite que separa a vida e a morte, deixa de ser um homem e torna-se... Torna-se o quê? Que Édipo é capaz de resolver este enigma e penetrar neste mistério supremo?

´AS REVELAÇÕES DA MORTE`, LEÃO CHESTOV
Tradução de JORGE DE SENA)
MORAIS EDITORA


segunda-feira, 16 de março de 2009

«BLACK AND WHITE NIGHT» - «ROY ORBISON & FRIENDS» ( 1983 )








IMAGE ( ENTERTAINMENT ) www.image_entertainment.co
AVIVA ( INTERNATIONAL )
BARBARA ORBISON ( PRODUCTIONS BO )
ORBISON ( RECORDS )

DVD

T. BONE BURNET
BRUCE SPRINGSTEEN
TOM WAITS
BONNIE RAITT
ELVIS COSTELLO
K. D. LANG
JACKSON BROWNE
JENNIFFER WARNES
JAMES BURTON
JOHN DAVID SOUTHER
STEVEN SOLES
GLEN HARDIN
JERRY SCEFF
RON TUTT

«BAND»

ALEX ACUNA - PERCUSSION
MIKE UTLEY - KEYBOARDS
PAVEL FARKAS - VIOLIN
PETER HATCH - VIOLA
EZRA KLIGER - VIOLIN
JIMBO ROSS - VIOLIN
SID PAGE - CONCERT MASTER


IX88260BSCD / A88262