
Teorias, meu amigo, são cinza, mas verde é a eterna árvore da vida. «Fausto» de Goethe
terça-feira, 31 de março de 2009
AO A. C. F. - POR LUIS BOAVIDA

quarta-feira, 25 de março de 2009
VIVI
µмα þєssσα qµє єsþєrα α σµтrα.
Sєjα ησ мєiσ đє µм đєsєrтσ
σµ ησ мєiσ đαs grαηđєs ciđαđєs.
Є qµαηđσ єsтαs þєssσαs sє crµzαм,
є σs sєµs σlhσs sє єηcσηтrαм,
тσđσ σ þαssαđσ є тσđσ σ fµтµrσ
þєrđєм qµαlqµєr iмþσrтâηciα ...
Є só єxisтє αqµєlє мσмєηтσ,
є αqµєlα cєrтєzα iηcrívєl, đє qµє
тσđαs αs cσisαs, đєвαixσ đσ Sσl fσrαм
єscriтαs, þєlα мєsмα мãσ ...
Ą мãσ qµє đєsþєrтα σ αмσr !
Є qµє fєz µмα αlмα gêмєα
þαrα cαđα þєssσα.
Pσrqµє sєм isтσ, ηãσ hαvєriα
qµαlqµєr sєηтiđσ,
þαrα σs sσηhσs đα rαçα hµмαηα ...
-Pαµlσ Cσєlhσ-
terça-feira, 24 de março de 2009
Extractos das elegias romanas

Aqui, nesta clássica terra, alegro-me. O mundo antigo e o
Moderno me falam com doces e claras palavras. Aqui sigo o
Preceito, e com a mão jovial folheando as obras muito antigas, experimento agora um
Prazer novo. Mas, pela noite, Amor me atrai a outros afazeres. Jamais serei completamente
Douto, em contrapartida me sinto duplamente feliz.
Aprender jamais, talvez, se olho os belos seios ou se modelo ligeiramente
Com a mão os seus flancos. Só naquele momento compreendo o mármore,
reflito, comparo e vejo com olhar que sente e sinto com mão que vê. Se minha amiga
me rouba mais de uma hora durante o dia, como troca, me concede depois as horas noturnas.
Nem sempre nos beijamos. Às vezes falamos seriamente. Depois, se ela adormece, perto dela
Medito. Entre os seus deliciosos braços muitas vezes eu compus mais do que um verso e
delicadamente sobre as suas costas com o dedo contei as partes do verso.
Ela respira apenas, no sono, e seu respirar me
Penetra até o fundo do meu coração. Entretanto,
Amor alimenta a chama e pensa no tempo em que costumava ter a mesma imcumbência
SCHILLER-1788-1795
Abraços
Mada
Ago. 22
«VISÃO»

«NEÓFITO, NÃO HÁ MORTE» ( CANCIONEIRO )

INICIAÇÃO
FERNANDO PESSOA
Não dormes sob os ciprestes,
Pois não há sono no mundo.
......
O corpo é a sombra das vestes
Que encobrem teu ser profundo.
Vem a noite, que é a morte
E a sombra acabou sem ser.
Vais na noite só recorte,
Igual a ti sem querer.
Mas na Estalagem do Assombro
Tiram-te os Anjos a capa.
Segues sem capa no ombro,
Com o pouco que te tapa.
Então Arcanjos da Estrada
Despem-te e deixam-te nu.
Não tens vestes, não tens nada:
Tens só teu corpo, que és tu.
Por fim, na funda caverna,
Os Deuses despem-te mais.
Teu corpo cessa, alma externa,
Mas vês que são teus iguais.
......
A sombra das tuas vestes
Ficou entre nós na Sorte.
Não estás morto, entre ciprestes.
......
Neófito, não há morte.
Fernando Pessoa
«AS REVELAÇÕES DA MORTE» - PRESENÇA DE LEÃO CHESTOV

