Este cais onde nominalmente a corda foi deslocada fazia-me pensar que eu dissera a uma das vozes que era uma junção. Mas vi partir à mesma distância quilha, proa e centro. Começou o afastamento. Aperfeiçoo as imagens que distinguem os lugares. Água dispersiva, equidistância do sol, ambivalência das margens. Cruel grito tradicional da gaivota, no ponto aonde adeja e pesca. Cada sentimento acumula demasiadas referências, para uma respiração.
Que os pedaços de mim, que trago no medo do tempo, não escureçam o meu viver e nem ceguem o que sei. Peço à vida que não me negue a condição de aprender e tão pouco me deixe morrer a vontade de errar. Que os pedaços de mim possam unir na alegria da noite abrigando a inquietude de cada gesto reflectida à luz de todo dia. Que vivam os momentos! Se não, aquele que sei contido em toda palavra trocada no peito abraçado. Que os pedaços de mim busquem a todo instante cada parte de você, seja entregue no querer ou simplesmente descoberta em cada desejar. Indolente na presunção de ser me perco e, mesmo assim, mergulho no orgulho e me nego nas verdades encontradas por onde passei. Que os pedaços de mim tragam, a seu tempo, toda a carícia do espírito poeta, eternizado a cada letra desenhada no coração apaixonado. Que todo passo construído oriente, em si, o caminho desse horizonte sem fim e, no fim de tudo, possa recomeçar. Que os pedaços de mim, espalhados na terra, floresçam com simplicidade na sabedoria de crescer. Que eu, mesmo desencontrado no alvorecer de minhas causas, deixe por legado os frutos colhidos no contexto das palavras forjadas na emoção. Que os pedaços de mim, reunidos no que acredito, encontrem, na paz de teu abraço, a luz dos meus sonhos mais saudosos. E, assim, não mais dividido, viver a vida sem que pedaço algum seja mais de mim ou de você, mas um em cada pedaço de nós.
Simpatia - é o sentimento Que nasce num só momento, Sincero, no coração; São dois olhares acesos Bem juntos, unidos, presos Numa mágica atração.
Simpatia - são dois galhos Banhados de bons orvalhos Nas mangueiras do jardim; Bem longe às vezes nascidos, Mas que se juntam crescidos E que se abraçam por fim.
São duas almas bem gêmeas Que riem no mesmo riso, Que choram nos mesmos ais; São vozes de dois amantes, Duas liras semelhantes, Ou dois poemas iguais.
Simpatia - meu anjinho, É o canto de passarinho, É o doce aroma da flor; São nuvens dum céu d'agosto É o que m'inspira teu rosto...
Às vezes no silêncio da noite Eu fico imaginando nós dois E fico ali sonhando acordada, juntando O antes, o agora e o depois Por que você me deixa tão solta Por que você não cola em mim To me sentindo muito sozinha Não sou nem quero ser sua dona É que um carinho às vezes cai bem
Eu tenho os meus desejos e planos secretos Só abro pra você mais ninguém Por que você me esquece e some E se eu me interessar por alguém E se ele de repente me ganha
Quando a gente gosta claro que a gente cuida Fala que me ama só que é da boca pra fora Ou você me engana ou não está maduro, yeah, yeah, yeah, yeah, yeah Onde está você agora?
Não sou nem quero ser sua dona É que um carinho às vezes cai bem
Eu tenho os meus desejos e planos secretos Só abro pra você mais ninguém Por que você me esquece e some E se eu me interessar por alguém E se ele de repente me ganha
Quando a gente gosta claro que a gente cuida Fala que me ama só que é da boca pra fora Ou você me engana ou não está maduro, yeah, yeah, yeah, yeah, yeah Onde está você agora?
Quando a gente gosta claro que a gente cuida Jura que me ama só que é da boca pra fora Ou você me engana ou não está maduro, yeah, yeah, yeah, yeah, yeah Onde está você agora?