quarta-feira, 30 de setembro de 2009

GENTILEZA DE MADA



GENTILEZA DE MADA

Nominalmente

Este cais onde nominalmente a corda foi deslocada
fazia-me pensar que eu dissera a uma das vozes
que era uma junção. Mas vi partir à mesma distância
quilha, proa e centro. Começou o afastamento.
Aperfeiçoo as imagens que distinguem os lugares.
Água dispersiva, equidistância do sol, ambivalência
das margens. Cruel grito tradicional da gaivota,
no ponto aonde adeja e pesca. Cada sentimento
acumula demasiadas referências, para uma respiração.

Fiama Pais Brandão


GENTILEZA DE NINA


Pedaços de Mim

Que os pedaços de mim, que trago no medo
do tempo, não escureçam o meu viver
e nem ceguem o que sei.
Peço à vida que não me negue a condição de
aprender e tão pouco me deixe morrer
a vontade de errar.
Que os pedaços de mim possam unir na
alegria da noite abrigando a inquietude de
cada gesto reflectida à luz de todo dia.
Que vivam os momentos!
Se não, aquele que sei contido em toda palavra
trocada no peito abraçado.
Que os pedaços de mim busquem a todo instante
cada parte de você, seja entregue no querer ou
simplesmente descoberta em cada desejar.
Indolente na presunção de ser me perco e,
mesmo assim, mergulho no orgulho e me nego nas
verdades encontradas por onde passei.
Que os pedaços de mim tragam, a seu tempo,
toda a carícia do espírito poeta, eternizado a
cada letra desenhada no coração apaixonado.
Que todo passo construído oriente, em si, o
caminho desse horizonte sem fim e, no fim
de tudo, possa recomeçar.
Que os pedaços de mim, espalhados na terra,
floresçam com simplicidade na sabedoria de
crescer.
Que eu, mesmo desencontrado no alvorecer de
minhas causas, deixe por legado os frutos colhidos
no contexto das palavras forjadas na emoção.
Que os pedaços de mim, reunidos no que acredito,
encontrem, na paz de teu abraço, a luz dos meus
sonhos mais saudosos.
E, assim, não mais dividido, viver a vida sem
que pedaço algum seja mais de mim ou de você,
mas um em cada pedaço de nós.

(Mozart)





GENTILEZA DE ANITA DE CASTRO


SIMPATIA

Simpatia - é o sentimento
Que nasce num só momento,
Sincero, no coração;
São dois olhares acesos
Bem juntos, unidos, presos
Numa mágica atração.


Simpatia - são dois galhos
Banhados de bons orvalhos
Nas mangueiras do jardim;
Bem longe às vezes nascidos,
Mas que se juntam crescidos
E que se abraçam por fim.


São duas almas bem gêmeas
Que riem no mesmo riso,
Que choram nos mesmos ais;
São vozes de dois amantes,
Duas liras semelhantes,
Ou dois poemas iguais.


Simpatia - meu anjinho,
É o canto de passarinho,
É o doce aroma da flor;
São nuvens dum céu d'agosto
É o que m'inspira teu rosto...



sexta-feira, 25 de setembro de 2009

BRANCA DE NEVE

MENINA MOÇA

SOZINHA






Às vezes no silêncio da noite
Eu fico imaginando nós dois
E fico ali sonhando acordada, juntando
O antes, o agora e o depois
Por que você me deixa tão solta
Por que você não cola em mim
To me sentindo muito sozinha
Não sou nem quero ser sua dona
É que um carinho às vezes cai bem

Eu tenho os meus desejos e planos secretos
Só abro pra você mais ninguém
Por que você me esquece e some
E se eu me interessar por alguém
E se ele de repente me ganha

Quando a gente gosta claro que a gente cuida
Fala que me ama só que é da boca pra fora
Ou você me engana ou não está maduro, yeah, yeah, yeah, yeah, yeah
Onde está você agora?

Não sou nem quero ser sua dona
É que um carinho às vezes cai bem

Eu tenho os meus desejos e planos secretos
Só abro pra você mais ninguém
Por que você me esquece e some
E se eu me interessar por alguém
E se ele de repente me ganha

Quando a gente gosta claro que a gente cuida
Fala que me ama só que é da boca pra fora
Ou você me engana ou não está maduro, yeah, yeah, yeah, yeah, yeah
Onde está você agora?

Quando a gente gosta claro que a gente cuida
Jura que me ama só que é da boca pra fora
Ou você me engana ou não está maduro, yeah, yeah, yeah, yeah, yeah
Onde está você agora?