quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

POEMA DE LUIS REIS - DEDICOU-MO A QUANDO DA MINHA RECEPÇÃO NA SANTA IGREJA ROMANA


Ao Alberto,

Irmão agora ungido pelo Santo, doravante ainda mais temido por todo vil inimigo da Igreja amada,

Filho inquieto da pátria fiel

que ora nos chama a ser futuro,

Amigo do peito,

Pai de minha consciência pátria,

dedico comovido

e com um abraço muito apertado, estes ecos inspirados de minha alma.

17-MAIO-1981


LUIS REIS - ( TEÓLOGO ORTODOXO )



FERNANDO PESSOA



Ao Alberto Castro Ferreira



Poeta,

vero poeta todo ele,

do alto extremo ao extremo baixo, por Orfeu divino musalmente bafejado.

Em privilégio inspirado plo destino sempre foi, que bem ou mal fadado pelo Fado

bem cumpriu.


Mago do verbo luso,

não ditoso pátrio dizente de tão alto fatíloquamente ancorado às distâncias de outrem remotas,

a viver foi ele, em vida, abandonado anacoreta, lá por florestas virginais, por ele só sabidas, repassadas por inauditos sonidos,

fonia arcânica além da morte dos silêncios,

tal nunca ouvidos.

Existido ente em drama único, multívias máscaras,

coabitantes personagens paralelas

que a padecer a vida foram em igual morada,

,

a mesma e so, a veraz e sua :

perdida lhe aparece então,

e de tão almejada, o heróico peito lhe aquece. A sós e sempre a sós sofrendo,

ele era multifário solitário que se vivia pra seu amado Portugal se ir fazendo.


Em ânsias de frémito saturado,

a face ele buscou, de desejado e de encoberto, em sede quente, pra lá de nomes e de máscaras. E na peleja e no recontro,

sarando-se em batalha de vida ou nada, não vencida, não perdida,

a reachou, que a já houvera, oca embora, por não tal suposta ;

oca do muito, demasiado tudo

que em ele houvera e não ficara,

que a ser bastante ainda não chegara para o algum ignoto de todo outro

e também de si.

Dos ramos seus desentroncados,

plo externo verso aquém da seiva sua,

desceu ao estar arbóreo de sem ser no mundo,

directo ao hiperbóreo jeito em seu estar profundo, arborizado por bosques perdidos e jardins esquecidos, nu já porém das dele muitas folhas que caíram,

folhas doridas, outonais e amarelas

que plo potente vendaval, impessoal e indiferente, foram varridas, todas elas, em piedade quase nula, sem pejo algum que além do ver dos olhos

bem se visse.

Cala nele o dito do mistério, flor desfolhada no infante virgem

cujo fruto a esfinge oracular ser se mostrou do Portugal por vir.


Diz,

e o limite lho desdiz

tão afável, inefável paradoxo

da ora nascitura, ora moribunda, palavra incendiada no altar alado da boca do poeta,

que a morrer-nos mais parece sempre estar,

ao desvelar em um lamento lasso do atento rosto o que antes évelante revelado

à ofuscada em espanto vista do vidente, cheia de olhos, universos feitos, estátuas finais do derradeiro

místico mito ressurrecto.

o que vê e escuta, ele prescruta e a dizê-lo todo nunca chega.

A nós diz-nos apenas, e muito é,

que o dito não é o visto em audiência nem todo o visto no segredo

à vidência lá é dito,

sussurrado ao hirto ouvido,

no poema encoberto e sempre oculto do Poeta destarte adulto

pelo verbo dito.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

DA MADA PARA MIM

DA MADA PARA MIM


Um beijo Alberto e Um Bom Fim de
Semana para toda a familia.

Madalena

Senhora a Mais Rica

Senhora a mais rica em tudo
em pureza e impureza
a mais rica na beleza
em convívio, em solidão
Senhora que te disfarças
como mulher que mendiga
sentada no pavimento
estendendo a tua mão

Dei-te a moeda de prata
que era a que te pertencia
escondida na de cobre
que era minha.


Poema: Gunnar Ekelöf


Beijo e Uma Boa Noite

Madalena

Para a Construção da Alma

Regressemos às flores:
Cada rosa é uma hora perdida da infância.

E temos grandes viagens interrompidas
( em cada rosa beijaremos a boca das manhãs)

E somos um dos lugares intermináveis da noite
( cada rosa é um coração do silêncio)

E adeus. Nos encontraremos, só, em nossa ausência,
como as rosas se encontram na noite.


Poema: Vitor Matos e Sá

sábado, 14 de novembro de 2009

GENTILEZA DE FLORBELA FERRÃO

ATITUDE

Minha esperança perdeu seu nome...
Fechei meu sonho, para chamá-la.
A tristeza transfigurou-me
como o luar que entra numa sala.

O último passo do destino
parará sem forma funesta,
e a noite oscilará como um dourado sino
derramando flores de festa.

Meus olhos estarão sobre espelhos, pensando
nos caminhos que existem dentro das coisas transparentes.
E um campo de estrelas irá brotando
atrás das lembranças ardentes.

Cecília Meireles, in 'Viagem'

GENTILEZA DE MADA


Antes da chuva no rio
Antes de ser primavera
Antes do corpo vazio
Nunca estive à tua espera

Antes da areia quebrar
As ondas da maré alta
Senti o cheiro do mar
Não senti a tua falta

Antes do mal que passei
Antes do bem que vivi
Nunca de ti me lembrei
Nem nunca pensei em ti

Antes da estrela cadente
Riscar o céu doutras luas
Antes do quarto crescente
Não tive saudades tuas

Não sei como nem porquê
Antes não sei de que instantes
Meu amor antes de quê
Antes fosse como antes


Manuela de Freitas

GENTILEZA DE MADA


LuciaMadalena

»ﻶﻉჱﻶﻉ»—«ﻶﻉჱﻶﻉ»


Colaste ao Fado
a mais solar ternura.
Ao sangue inderramado
tornaste o espaço escasso
no soco de um quadrado,
em desmesura.
E o que for soará
liberto e preparado
no lugar limitado
de ora e já.

Pedro Tamen

http://www.youtube.com/watch?v=sK2odi-JJxg&feature=player_embedded

_________(¯`v´¯)`v´¯)
________(¯`(O)´¯)O)¯)
_________(_.^._).^._)
_(¯`v´¯)_✿__✿_✿✿✿
(¯`(O)´¯)__(¯`v´¯)
_(_.^._)__(¯`(O)´¯)
___✿___✿✿_(_.
__✿✿_ *♥LuciaMadalena♥*


GENTILEZA DE MENA


Um caminho de palavras...

Caminho um caminho de palavras
(porque me deram o sol)
e por esse caminho me ligo ao sol
e pelo sol me ligo a mim

E porque a noite não tem limites
alargo o dia e faço-me dia
e faço-me sol porque o sol existe

Mas a noite existe
e a palavra sabe-o.

“António Ramos Rosa”

GENTILEZA DE MARIAMAR RIBEIRO


AMIGO DE VERDADE

Sou a voz desesperada que grita no deserto. E tu amigo, me encontrastes. Em tua mente encontro espaço. Em teu coração faço morada. Compartilho contigo meus anseios. Te faço conhecer os meus sonhos. Por ti, me transformo num exército. Só para te defender. Se me chamas. Estou pronto a te servir. Não há muros nem barreiras. Para separar nossa amizade. Se tu estás triste, choro contigo. Se tu estás feliz, me alegro contigo. Se vais para a guerra, serei a linha de frente. Se páras de guerrear, serei a bandeira branca. Sou confissão, sou ouvidos. Sou aquele que te estende a mão. Sou aquele que compartilha. O momento e a decisão. Mas se não fosse nada disso. Seria apenas um simples amigo. Atento a qualquer reação. Sou seu amigo, de coração.
(Autor: Clayton Montarroyos)