«Devo ser mais sage! Devo ser pura sageza, como a minha serpente. Peço, porém o impossível; pedirei, pois, que a minha Altivez caminhe sempre a par da minha Prudência. E se um dia a minha Prudência me abandonar - ai!, agrada-lhe tanto fugir! - possa então a mi- nha Altivez voar com a minha Loucura!» Assim começou o declínio de Zaratustra.
Eu, Rosie, eu se falasse, eu dir-te-ia Que partout, everywhere, em toda a parte, A vida égale, idêntica, the same, É sempre um esforço inútil, Um voo cego a nada. Mas dancemos; dancemos Já que temos A valsa começada E o Nada Deve acabar-se também, Como todas as coisas. Tu pensas Nas vantagens imensas Dum par Que paga sem falar; Eu, nauseado e grogue, Eu penso, vê lá bem, Em Arles e na orelha de Van Gogh... E assim entre o que eu penso e o que tu sentes A ponte que nos une - é estar ausentes.