domingo, 3 de outubro de 2010

The Society of the Spectacle/La societè du spectacle



A compilation of actual events and images(the film was made in 2003) to demonstrate Guy Debord´s theories (or my interpretation of them)of how much our lives are ruled by images (we can´t even tell when images become reality and reality become images), how we escape our reality through objects and beliefs, and how the only way to really see our reality is to open our eyes to the ugliness and suffering going on around us.
This was a project made for a subject in my university, it has no intentions of infringing any rights or critisizing anyone or anything. I just thought Debord´s ideas could be more disseminated

«THE DOORS OF PERCEPTION»



"If the doors of perception were cleansed every thing would appear to man as it is, infinite. For man has closed himself up, till he sees all things thru' narrow chinks of his cavern."
-- William Blake ( «The Marriage of Heaven and Hell» )

Meetings With Remarkable Men - Dance scene

Cinema Paraíso







«Devo ser mais sage! Devo ser pura sageza, como a minha serpente.
Peço, porém o impossível; pedirei, pois, que a minha Altivez caminhe sempre a par da minha
Prudência.
E se um dia a minha Prudência me abandonar - ai!, agrada-lhe tanto fugir! - possa então a mi-
nha Altivez voar com a minha Loucura!»
Assim começou o declínio de Zaratustra.

«ASSIM FALAVA ZARATUSTRA» -F. NIETZSCHE

NOCTURNOS

N O C T U R N O S

Eu, Rosie, eu se falasse, eu dir-te-ia
Que partout, everywhere, em toda a parte,
A vida égale, idêntica, the same,
É sempre um esforço inútil,
Um voo cego a nada.
Mas dancemos; dancemos
Já que temos
A valsa começada
E o Nada
Deve acabar-se também,
Como todas as coisas.
Tu pensas
Nas vantagens imensas
Dum par
Que paga sem falar;
Eu, nauseado e grogue,
Eu penso, vê lá bem,
Em Arles e na orelha de Van Gogh...
E assim entre o que eu penso e o que tu sentes
A ponte que nos une - é estar ausentes.

"O essencial é ter o vento", Reinaldo Ferreira (Amílcar Mendes)





O essencial é ter o vento.

Compra-o; compra-o depressa,

A qualquer preço.

Dá por ele um princípio, uma ideia,

Uma dúzia ou mesmo dúzia e meia

Dos teus melhores amigos, mas compra-o.

Outros, menos sagazes

E mais convencionais,

Te dirão que o preciso, o urgente,

É ser o jogador mais influente

Dum trust de petróleo ou de carvão.

Eu não:

O essencial é ter o vento.

E agora que o Outono se insinua

No cadáver das folhas

Que atapeta a rua

E o grande vento afina a voz

Para requiem do Verão,

A baixa é certa.

Compra-o; mas compra-o todo,

De modo

Que não fique sopro ou brisa

Nas mãos de um concorrente

Incompetente.



Reinaldo Ferreira, in "Poemas", Livro I - Um voo cego a nada, Lourenço Marques, Imprensa Nacional de Moçambique, 1960

DESASSOSSEGO - B. S.


DOBRE

Peguei no meu coração
E pu-lo na minha mão.
Olhei-o como quem olha
Grãos de areia ou uma folha.
Olhei-o pávido e absorto
Como quem sabe estar morto;
Com a alma só comovida
Do sonho e pouco da vida.
Desassocego ( B. S. )