PRISIONEIRO
O prisioneiro é como o navio
preso ao cais, amarras desterro
com ferrugem de noites a fio
e redes de ferro,
Do casco que um vento negro impele
caiu-lhe a pintura, o próprio nome.
Mas o mar está dentro dele
e não há força que o dome.
LUIS VEIGA LEITÃO
CORRENTES
( Por RUTE SARAIVA)
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